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Porque sou candidato a Deputado Estadual
 

“Ninguém é candidato de si mesmo”. Essa frase tem me acompanhado desde a primeira vez que resolvi concorrer numa eleição, há dez anos. Todas as minhas candidaturas sempre buscaram representar um processo de construção coletiva, juntando grupos de pessoas que compartilham as mesmas ideias e ideais.
Mas para além do caráter coletivo, existe uma dimensão individual, que reúne motivações estritamente pessoais. Por isso, em 2018, ofereço minha candidatura a Deputado Estadual para contribuir com as mudanças que se fazem necessárias, respeitando o protagonismo das pessoas que estão mobilizadas para fazer do nosso Estado um lugar melhor para se viver.

Fui eleito vereador em 2012 tendo a bicicleta como símbolo. E fomos além da bicicleta. Nesse período, foram mais de 120 propostas e projetos apresentados para construir uma cidade mais humana e agradável a todas as pessoas. Com o uso cotidiano da bici como meio de transporte e a preocupação em reduzir o impacto ambiental, conseguimos economizar mais de R$ 670 mil em verbas de gabinete, em quase seis anos de atuação na Câmara Municipal de Porto Alegre.


Exercendo agora meu segundo mandato, tenho a clareza dos limites e das possibilidades da representação institucional. Colocar-se como candidato é partir da compreensão de que as lutas por justiça social precisam ocupar o parlamento. Assim como o trabalho, a fala e a prática diária por cidades mais humanas, pelo empoderamento das mulheres, pelo incentivo à convivência e à ocupação dos espaços públicos, pelo respeito às diferenças, pela garantia e promoção da dignidade humana e de uma sociedade que consiga entender a finitude dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente para as futuras gerações.


Esses e outros temas fundamentais devem ter a máxima força possível também na Assembleia Legislativa. Por isso quero fazer parte da resistência e do contraponto à ideologia que, sob o falso pretexto de defender a liberdade de mercado, coloca o lucro acima da vida. Esta mesma visão que insiste em coisificar as pessoas, e torná-las meras consumidoras sem crítica. Já vimos que não há limites para o lucro. Nem a saúde humana é poupada, como é o caso da indústria dos agrotóxicos.


É por isso que me coloco novamente como candidato, especialmente neste período em que somos chamados a resistir aos crescentes ataques baseados na intolerância e no preconceito. Num momento de grande retrocesso social, econômico e político -em especial depois do golpe de 2016-, é preciso estar pronto para falar e lutar por uma sociedade sem ódio e preconceito, com respeito às diferenças de pensamento e à dignidade da pessoa humana. Novamente, estou à disposição para estas e outras lutas!


Marcelo Sgarbossa


Porto Alegre, julho de 2018

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